Mergulho x viagem de avião

Quanto tempo esperar para viajar seguramente de avião após mergulhar?

Esse é um assunto que merece bastante cuidado, afinal, com saúde não se brinca!

Acabei descobrindo por acaso – quando, de última hora, decidi fazer o mergulho em San Andrés – sobre o risco dessa doença.

As escolas de mergulho que procurei para realizar o passeio, vendo que tínhamos pressa para mergulhar por conta do tempo restante na ilha, nos perguntaram quando seria nosso voo de volta para o Brasil.

Quando informamos que seria no dia seguinte cedo, nos informaram sobre a possibilidade da doença de descompressão, que ocorre quando se viaja de avião em um intervalo curto após mergulhar.

Segui as orientações e fiz o mergulho o quanto antes – com 12 horas de antecedência – mas fiquei curiosa e quando voltei de viagem resolvi pesquisar sobre o assunto. Além de poder causar muito desconforto essa doença pode inclusive matar, então fica aqui o alerta!

Por que ocorre essa doença?

Quando mergulhamos o ar contido no cilindro e respirado por nós contém nitrogênio comprimido e filtrado.

Quanto mais profundo é o mergulho, maior é a pressão externa exercida pela água e mais nitrogênio é absorvido pelo corpo. Quando o mergulhador emerge, a pressão é reduzida e o nitrogênio é eliminado de forma lenta, mas se a subida for rápida, há possibilidade da formação de bolhas na circulação por ter excesso desse gás no organismo. Essas bolhas podem inclusive migrar para outros tecidos levando – imediatamente ou até 48 horas após a atividade – a quadros graves.

Ao embarcamos em um avião e o mesmo levanta voo, há uma diminuição da pressão atmosférica. No caso de ainda existir nitrogênio residual no seu organismo após o mergulho, com essa diferença brusca de pressão, as bolhas formadas por esse gás podem causar a doença. Por isso, é necessário um período de pelo menos 12 horas no nível do mar após a subida, para dar tempo desse gás ser expelido gradativamente.

Quais os sintomas?

Alguns sistemas podem ser afetados, como o cutâneo, o musculoesquelético, o pulmonar, o audiovestibular e o neurológico.

Os sintomas de quando a doença se desenvolve na pele são: coceira e inchaço.

Quando as bolhas se fixam nas juntas, como ombros, cotovelos, tornozelos e joelhos tem-se o sistema musculoesquelético afetado. É o tipo mais comum e pode ser controlado mudando a posição do membro para uma que seja mais confortável.

Quando atinge os pulmões pode causar tosse seca e no caso do audiovestibular perda de equilíbrio, tontura, vertigem, náusea e perda de equilíbrio.

A mais perigosa é quando a doença atinge o sistema nervoso, podendo causar fraqueza nas pernas, inconsciência e até confusão ou perda de memória.

Qual é o tempo ideal entre o mergulho e a viagem de avião?

A verdade é que a resposta não é uma só. Diferentes entidades importantes da área, como o PADI (Professional Association of Diving Instructors) e o DAN (Divers Alert Network) têm posicionamentos diferentes quanto ao tempo.

O ideal é que esse intervalo seja de no mínimo 12 horas, tendo que ser proporcional à profundidade do mergulho. Quanto mais fundo, maior deverá ser o tempo para voar e quanto maior esse período maior será a expulsão de nitrogênio do seu organismo – e menor o risco da doença.

Apesar da possibilidade ser pequena, mesmo respeitando as 12 horas, não é garantido que desconfortos ou problemas podem ocorrer durante o voo.

Essa doença também pode ocorrer quando:

  • O mergulhador descer muito rápido ou não executar corretamente a descompressão depois de um mergulho demorado;
  • Pouca diferença de tempo entre mergulho e voo em aeronave, sendo ela pressurizada ou não;
  • Falha no sistema de pressurização de uma aeronave;
  • Voo ascensional de uma aeronave não pressurizada.
  1. Olha só que informações legais eu nunca soube disso. muito boa dica como diz um velho ditado, vivendo e aprendendo. Um grande Abraço @viajandodebarraca

Gostou da matéria? Deixe aqui seu comentário!

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Você pode usar esses HTML tags e atributos:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>