Não tive tempo para usar o transporte público, mas na ida do aeroporto para o hotel encontramos um taxista muito simpático que nos contou sobre algumas curiosidades da cidade.

Comentei em outro post sobre a questão dos taxistas que cobram preços fixos, sem ligar o taxímetro. Não caia nessa furada! Caso o motorista erre o caminho, é quase certo que ele irá te cobrar a diferença. Pergunte antes sobre o taxímetro e diga que você prefere a corrida com o equipamento ligado. Na ida para o hotel gastamos 28.000 pesos colombianos (cerca de R$ 37,00).

Como o peso colombiano confunde muito por conta da quantidade de zeros, é bom entender um pouco como funciona o taxímetro. Como no equipamento não cabem todos aqueles números, eles utilizam uma “tabela de conversão”. Chegando ao seu destino olhe o número que se encontra na tela e verifique nessa tabela – que geralmente fica no banco ou na janela traseira, bem visível ao passageiro – o valor correspondente. Preste muita atenção, pois infelizmente alguns taxistas agem de má fé e se aproveitam da situação para enganar os turistas.

Li em muitos sites – e o taxista simpático confirmou – que Bogotá é uma cidade perigosa, com muitos assaltos e pequenos furtos, por isso não é recomendado pegar táxis nas ruas. A melhor opção – e a mais segura – é pedir do local onde você estiver, seja por telefone ou por aplicativo.

Outra maneira segura de fazer o traslado aeroporto-hotel é oferecida por alguns hotéis da cidade. O que estávamos ofertou esse serviço logo no e-mail de boas-vindas, mas quando nos informaram o valor achei que sairia mais barato optar pelo taxi e? Batata! O valor cobrado, tanto da ida quanto da volta, era de 35.000 pesos. Tentaram ainda negociar quando viram que estávamos chamando um taxi, mas ainda assim não iria compensar – pagamos 26.000 pesos na volta. Além disso, como era uma van, teríamos que esperar outras pessoas para ir para o aeroporto.

Apesar das avenidas largas e imponentes, como em toda Capital, há horários de pico em que o trânsito fica impossível e justamente por isso os turistas e locais preferem utilizar outros meios de transporte, como a bicicleta – muito comum e promete passeios deliciosos pela cidade. Pesquisando sobre isso achei um site que oferece um bike tour guide – passeio guiado de bicicleta – e a proposta parece ser bem interessante!

Transmilênio 1
Foto: Google.

A cidade não possui metrô, mas sim um sistema local de ônibus biarticulado de BRT (bus rapid transit), o Transmilênio. Percorre a cidade do norte ao sul, possui faixa exclusiva e um bom custo benefício (2.000 pesos colombianos), mas sua funcionalidade é um ponto que diverge opiniões. Enquanto alguns dizem ser muito fácil de usar, outros acham mais difícil que o sistema de metrô, isso porque as integrações sendo vistas pelo mapa podem ser um pouco confusas.

É bem similar ao metrô, possui estações com nomes próprios que ficam a menos de 1 km uma da outra e a sinalização, tanto visual quanto auditiva, é muito boa.

Transmilênio 2
Foto: Google.